segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Santidade

"Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é templo do Espírito Santo? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória de Deus". (1Co 6.18-20, NTLH)

Creio que não é necessário acrescentar mais nada... o texto por si só fala tudo! Pense, reflita e mude!

O Senhor é rico em perdoar!
"Se confessar os vossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça". (1Jo 1.9)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O papel da igreja diante do institucionalismo

A questão proposta neste artigo não é criticar a igreja como instituição que é, mas sim combater o institucionalismo na mesma. Também não tenho o propósito de trabalhar a fundo os conceitos das palavras destacadas. Esse texto é apenas uma forma de expressar minha indignação diante do contexto que estamos vivendo em muitas das igrejas evangélicas brasileiras.
A palavra instituição, de acordo com o dicionário Aurélio, refere-se a um estabelecimento de caridade ou de utilidade pública, ou seja, é uma organização que tem interesse social. Por outro lado, institucionalismo, quando trata-se da classe clerical, é quando a igreja deixa de se importar com a sociedade (com as ações sociais) e passa a ter um fim em si mesma (o foco passa a ser seus próprios interesses).
Infelizmente, muitas igrejas têm se importado mais com seus "problemas" internos, administrativos, do que com a propagação do evangelho e o cuidado integral das pessoas. Importam-se mais com a quantidade de membros do que com a qualidade de vida cristã dos mesmos.
Quando me deparo com textos como o de Isaías 58, vejo o quanto estamos aquém daquilo que Deus quer de nós. Cabe a nós o corar de vergonha...
A igreja foi comissionada a ser justa (lutar pela justiça social); a curar o doente; a visitar o encarcerado, as viúvas; a repartir os seus bens; a proclamar as Boas Novas da Salvação (cf. Grande Comissão, Mc 16.15). Não podemos, como igreja do Senhor, separar fé de boas obras (cf. Tg 2.14-22)! É imprescindível à igreja voltar à prática das boas obras!
Se a igreja como instituição fizesse o seu papel, certamente teríamos um mundo melhor, mais justo e igualitário.
Sejamos mais ousados! É nosso dever como cristãos propagar o Evangelho, vivê-lo e fazer a diferença nesse mundo tão sedento. Não deixemos o institucionalismo tomar conta de nossas igrejas. Não fomos chamados para cuidar dos nossos próprios interesses, mas sim do interesse daquele que nos chamou.
Que neste ano de 2011 possamos cumprir o nosso chamado, sendo mais justos, mais parecidos com Cristo; pleiteando a causa dos órfãos, das viúvas; levando pão aos famintos; agindo e transformando a nossa sociedade através do Evangelho que nos transformou [e tem nos transformado diariamente]!
Em Cristo, nosso único e suficiente Salvador,
Ludimílian

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Agradecimento...



"Não tenho palavras para agradecer Tua bondade. Dia após dia me cercas com fidelidade".

Gostaria de agradecer o apoio, carinho e cuidado dedicados a mim durante esses dois anos de curso no CEM (Centro Evangélico de Missões). Obrigada por estar comigo e por investir em meu ministério!
No dia 04 de dezembro de 2010 cumpriu-se mais uma etapa indispensável na minha formação missiológica: formei-me no curso de missão integral/transcultural no CEM. Foram dois anos de muito aprendizado e também um tempo de crescimento, de muita intimidade com Deus e acima de tudo, um tempo em que Deus trabalhou muito o meu caráter, a minha vida. Foram momentos preciosos na presença do Senhor...
Enquanto estudante do CEM, tive o privilégio de estagiar na Zona Rural (Região da Zona da Mata). Lá, juntamente com uma equipe, fazíamos visitas e tínhamos um trabalho com as crianças da região. Também fiz estágio apoiando a Igreja Presbiteriana em Teixeiras (10KM de Viçosa); a Igreja Batista de Porto Firme (35Km de Viçosa) e outras igrejas e denominações.
A fim de cumprir as exigências do curso, fiz meu estágio transcultural (em outra cultura) na cidade de Sevilla, Espanha. O estágio foi realizado na Igreja Evangélica Presbiteriana de Sevilla, de 05/10 a 21/11, sob a supervisão do Pr. Everton Pita Tavares (missionário da APMT).
Durante o tempo que estive estagiando em Sevilla pude acompanhar o trabalho que já vem sido realizado pela igreja e também ajudá-los na obra social, separando e distribuindo alimentos às famílias necessitadas (cerca de 1600Kg de alimentos distribuídos às famílias cadastradas do CEPA - Centro Evangélico Presbiteriano de Acolhida); também auxiliei no departamento infantil, lecionando às crianças; participei do grupo de louvor nos cultos; nas reuniões de orações semanais, às terças-feiras, fiquei responsável pelas reflexões bíblicas (foram 6 meditações no total); acompanhei a liderança nas visitas às casas de crentes e não crentes; ajudei na limpeza semanal do templo; participei de um treinamento da APEEN (é a APEC do Brasil); e ainda tive momentos de conversas pessoais com jovens e com senhoras da igreja.
Não tenho palavras para descrever o quanto meu coração é grato e o quanto esses dias foram especiais para mim.
Atualmente estou na minha cidade onde tive a alegria de poder passar o Natal e o Ano Nova na presença de meus familiares e amigos.
Durante esse mês de Janeiro estarei apoiando o departamento infantil da minha igreja local. Em Fevereiro, seguirei a SP, para conhecer a APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais) e participar da Semana de Orientação aos candidatos. E tenho esperado o próximo passo no Senhor. (cf. Rm 8.25)
Continuo contando com seu apoio e suas orações.
Desejo a todos um Feliz Ano Novo!
Que 2011 seja um ano repleto de bênçãos, vitórias e muitas realizações.
E assim seguimos: JUNTOS EM MISSÃO.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Refletindo...


As fraquezas revelam a minha vulnerabilidade e quem eu realmente sou: humana, cheia de falhas e erros, dependente tão somente da graça e da misericórdia de Deus. Agora entendo realmente que "quando sou fraca é que sou forte". Sou fraca porque eu me deparo com a minha impotência e insignificância, e forte porque quando me esvazio de mim, o Senhor me enche com teu Espírito... passo a ser totalmente dependente dEle...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Devocional

Perseverando em meio à tribulação

“(...) tu a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei; não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”. Is 41.9-10

O povo de Israel estava desanimado e sem esperança. Foram levados cativos à Babilônia e sentiam-se, por isso, vítimas do juízo de Deus. Esqueceram-se do que o Senhor já havia feito em suas vidas, e do quanto Ele os amava.

É nesse contexto que o profeta Isaías é levantado por Deus a fim de animar o povo e levar uma mensagem de esperança e restauração. Isaías os desafiou a confiar em Deus e a perseverarem em meio à tribulação. O profeta faz isso lembrando o povo das promessas que Deus havia feito a Abraão (cf. Is 51.1 – 52.12). E ainda relembra os gestos de fidelidade de Deus para com seu povo ao longo da história (cf. Is 41.9-10). O Senhor resgataria seus filhos do cativeiro e se vingaria de seus opressores.

Assim como o povo de Israel, somos tendenciosos a achar que, em meio às adversidades, Deus se esqueceu de nós, e nos abandonou. No entanto, quando passamos por tribulações, não podemos deixar de confiar naquele que nos ama, nos fortalece, nos ajuda e nos sustenta. Pare de transformar a provação em castigo de Deus! Muitas vezes ela é didática e serve para provar a nossa fé.

Não podemos, portanto, nos deixar abater diante das adversidades. Precisamos permanecer firmes! Lembre-se que, a melhor forma de mantermos a esperança, é recordarmos aquilo que Deus já fez em nossa vida e o que Ele ainda fará. Descanse em Deus! Ele é fiel, e cumpre todas as Suas promessas. Os planos de Deus não podem ser frustrados. Ele tem tudo sob controle.

terça-feira, 23 de março de 2010

Por esta cruz te matarei

Este mês tive o privilégio de ler uma das obras mais emocionantes que já li nos últimos tempos. trata-se da biografia de Bruce Olson, "Por esta cruz te matarei".

O trabalho realizado por Bruce foi algo maravilhoso. Vai além de mero treinamento missiológico ou teológico. Trata-se de obediência e sensibilidade à voz e ao chamado de Deus.
Bruce, ou Bruchko (nome dado pela tribo Motilone), deixou tudo o que tinha para servir integralmente a este povo. Ele tinha convicção de sua vocação e do seu chamado. E, foi exatamente essa convicção, que o fez forte diante de tantas adversidades: doenças, fome, morte de sua noiva e a morte de seu melhor amigo Bobby.
Bruce, apesar de ter sido rejeitado pela Junta de Missões, por seus pais, amigos, “irmãos” e igreja, não desistiu. Ele estava tão convicto da Obra que Deus queria realizar através de sua vida que foi para uma terra distante a fim de falar de Jesus, o Salvador, e mostrá-lO conhecido aos Motilones. Bruce, literalmente, deixou pai e mãe para seguir Jesus. Abriu mão da sua faculdade e da sua herança, para entrar na faculdade de Jesus, sujeito a dinâmica de Deus e ter a herança do Pai.
Bruchko não só ensinou acerca de Jesus, mas também viveu o que pregava. E isso, fez com que os Motilones vissem Jesus em Bruchko e convertessem a Cristo. Vale ressaltar que, não só o povo Motilone foi tocado por Jesus, mas outras tribos próximas também. O próprio Jesus se revelou de forma estrondosa àquele povo.
Bruce teve uma estratégia de evangelismo muito sábia. Ele deixou todo etnocentrismo de lado e passou a conhecer, conviver e aprender com aquele povo a quem tanto amava. Aprendi com isso que, mais vale o relacionamento do que uma “mera” pregação. Precisamos ter TEMPO com as pessoas para conhecê-las melhor a fim de que elas nos dêem abertura para falar de algo tão importante que poderá mudar suas vidas para sempre!
É importante destacar que, antes de falar de Jesus, Bruchko aprendeu a língua, os costumes, valores, enfim a cultura dos Motilones. Ele foi capaz de entender a cosmovisão daquele povo e de transmitir o evangelho respeitando a cultura local. E isso conquistou o coração daquela tribo. Os Motilones viram que, de fato, aquele norte americano os amava e tinha o melhor para eles. Bruce não impôs uma nova cultura e nem novos costumes, ele apenas contextualizou-se e deixou que o próprio Espírito Santo os convencesse do que era certo ou errado em suas cosmovisões.
Outro ponto que me emocionou muito é o amor que Bruce tinha pelos Motilones, em especial por Bobby (seu irmão de pacto). Tal amor supera diferenças sociais, culturais e étnicas. Bobby tornou-se um líder influente e foi poderosamente usado por Deus para transformar a vida do povo Motilone. Seu testemunho deu-se em vida e também com a sua morte.
Bruchko, Bobby e todo o povo Motilone, entenderam o que de fato é seguir Jesus. Sabiam o que era “tomar a sua cruz”! Eles entenderam que seguir Jesus é participar dos seus próprios sofrimentos: lutas, choro e até morte. E, tudo isso por amor a Jesus e por amor as pessoas.
Confesso que nunca tinha lido um livro que me fez chorar e pensar tanto acerca do meu ministério. Entendo, hoje, que o sofrimento faz parte da vida cristã. Jesus mesmo nos alertou acerca disso: “(...) No mundo, passais por aflições; mas, tende bom ânimo; eu venci o mundo”. (Jo 16.33)
Aprendi que, quando entregamos a vida a Jesus, somos as pessoas mais felizes do mundo. Mas isso não nos isenta de passarmos por sofrimento. Afinal, aquele que quer seguir Jesus precisa carregar a Cruz: “(...) Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mc 8.34).

segunda-feira, 1 de março de 2010

Por quê devemos dar uma atenção especial ao Islamismo?



O Islamismo hoje tem sido uma religião que tem se expandido. Segundo estatísticas, no Brasil são mais de um milhão de adeptos a essa religião.
Os muçulmanos fazem parte dos povos menos alcançados pelo Evangelho. Há muito pouco esforço da Igreja em fazer Cristo conhecido no meio deste povo. Poucos obreiros são enviados para anunciar as Boas Novas da Salvação .
Existem muitos paradigmas que precisam ser quebrados a fim de que o Evangelho chegue a esse povo. A maioria das informações que recebemos vem da mídia, e estas, por sua vez, são distorcidas. Devemos evitar esse tipo de ignorância e buscar fontes confiáveis de informações. Precisamos entender a história, a cultura, os costumes, ou seja, a cosmovisão desse povo.
O princípio básico do Islamismo está na crença no Alcorão e no profeta Maomé. Nestes estão a lei e a prática. Os muçulmanos acreditam que Maomé é o grande profeta enviado por Deus, mas não acreditam na divindade de Jesus. É importante salientar que um muçulmano precisa conhecer a Torah, Zabur, Injil e o Ouran. Todavia, por crerem que os três primeiros foram corrompidos, eles não dão importância e não os lêem, dando ênfase apenas ao Alcorão e as sunnas.
Mesmo diante disso, é possível evangelizar e discipular os muçulmanos. Podemos utilizar o que temos em comum - a Bíblia (no caso deles, o Pentateuco (Torah), os Salmos, alguns profetas e os Evangelhos) -. Apesar de acreditarem que a Bíblia foi corrompida, podemos argumentar que se assim o fosse o Alcorão também seria. E o próprio Alcorão afirma que as Escrituras não foram alteradas. Vale ressaltar que, o Alcorão pode ser usado como uma "ponte" a fim de levar os muçulmanos dele (o Alcorão) para a Bíblia, podendo ser, assim, utilizado para abrir possibilidades. Eles precisam conhecer Jesus e nós podemos fazê-lo conhecido por meio do Evangelho.
Precisamos, portanto, amar esse povo. O Senhor nos convoca a ir por todo mundo a fim de fazê-lO conhecido, pregando a Sua Palavra e discipulando. Temos que encarar o ministério. Devemos andar como Jesus andou. Eles precisam ver Jesus em nós. A mente e o coração dos muçulmanos estão sempre abertos para histórias, estórias, ilustrações e parábolas. Da mesma forma que o Islamismo tem crescido, o Evangelho também pode se expandir. Por isso, sejamos criativos e aproveitemos as oportunidades.